|
A permacultura, também chamada de "agricultura permanente", começou por volta de 1975- 1976, com as idéias de Bill Mollison na Austrália sobre um modo diferente de se pensar a disposição das espécies vegetais, mais próximo dos ecossistemas naturais. Viajando para os Estados Unidos, Bill e outros pioneiros difundiram suas teorias até conseguirem a construção de um Centro Rural de Educação, primeira instituição oficial da permacultura neste país.
Nesta corrente se procura praticar uma agricultura da forma mais integrada possível com o ambiente natural, imitando a composição espacial das plantas encontradas nas matas e florestas naturais. Envolve plantas semi-permanentes (mandioca, bananeira) e permanentes (árvores frutíferas, madereiras, etc), incluindo a atividade produtiva de animais. Trata-se, pois, de um sistema "Agrosilvopastoril" que considera os aspectos paisagísticos e energéticos, na elaboração e manutenção destes policultivos (diversas culturas convivendo no mesmo espaço).
(fonte: website planeta orgânico)
AGRICULTURA NATURAL
Mokiti Okada (1882-1955), fundador da religião que originou a Igreja Messiânica propôs, em 1935, um sistema da produção agrícola que tomasse a natureza como modelo: surgiu, daí , a corrente chamada "agricultura natural", ensinando que a harmonia e prosperidade entre os seres vivos é fruto da conservação do ambiente natural, a partir da obediência às leis da natureza.
Através do princípio da reciclagem dos recursos naturais presentes na propriedade agrícola, o solo se torna mais fértil pela ação benéfica dos microorganismos (bactérias, fungos) que decompõem a matéria orgânica liberando nutrientes para as plantas. Assim, o solo, o alimento e o ser humano recuperam a saúde e a vitalidade. É o princípio: solo sadio = plantas e animais sadios = ser humano sadio, válido para a corrente natural e para todas as outras modalidades agroecológicas de agricultura.
(fonte: website planeta orgânico)
AGRICULTURA BIODINÂMICA
A corrente biodinâmica da agricultura teve seu início num ciclo de 8 palestras feitas na década de 1920, na Polônia, pelo filósofo Rudolf Steiner. De acordo com esta corrente, a saúde do solo, das plantas e dos animais dependem da sua conexão com as forças de origem cósmica da natureza. Para restabelecer o elo de ligação entre as formas de matéria e de energia presentes no ambiente natural, é preciso considerar a propriedade agrícola como um organismo, um ser indivisível. Através do equilíbrio entre as várias atividades (lavouras, criação de animais, uso de reservas naturais), busca-se alcançar maior independência possível de energia e de materiais externos à fazenda. Este é o princípio chamado de "auto-sustentabilidade".
(fonte: web site planeta orgânico)
Na agricultura biodinâmica encontramos alguns preparados a base de esterco, de sílica e de plantas medicinais. Assim como os seres humanos, a planta encontra-se entre a Terra e o Cosmos e a partir disto, os preparados biodinâmicos têm a função de trazer as forças cósmicas para dentro da planta bem como vitalizar o solo, beneficiando as forças terrestres. A partir da união destas forças, auxiliam a planta em seu processo vital. A maneira muito especial de prepará-los, armazená-los e cuidá-los, é realmente importante para garantir sua qualidade e harmonizar o ambiente em que serão utilizados. É importante conceber a idéia do organismo agrícola e perceber a atuação dos preparados no âmbito geral da propriedade.
(fonte: instituto biodinâmico - IBD)
Os preparados Biodinâmicos são parte fundamental da ativação da capacidade produtiva de um ambiente específico, essenciais na Agricultura Biodinâmica. São utilizados de maneira semelhante à homeopatia (não que sejam ligados à teoria ou prática da medicina homeopática): devem passar pela dinamização, potencializando o seu efeito e desta forma, atuar através de forças e não da substância propriamente dita. Durante todo o processo de elaboração, os preparados concentram a energia absorvida e então permeiam a água dinamizada com esta força vital e, ao serem utilizados, são portadores do equilíbrio fundamental de um agroecossistema; sendo assim, é possível entender que as pequenas quantidades utilizadas resultam em um processo harmônico.
(fonte: instituto biodinâmico - IBD)
AGRICULTURA ORGÂNICA
O conceito de agricultura orgânica surge com o inglês Sir Albert Howard entre os anos de 1925 e 1930 em que trabalhou e pesquisou o tipo de agricultura praticada pelos camponeses na Índia. Howard ressaltava a importância da utilização da matéria orgânica e da manutenção da vida biológica do solo. Resumidamente, agricultura orgânica é o sistema de produção que exclui o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade, agrotóxicos, reguladores de crescimento e aditivos para a alimentação animal, produzidos sinteticamente. Sempre que possível baseia-se no uso de estercos animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças.
(fonte: associação da agricultura orgânica - AAO)
A base científica desta corrente se assenta nas seguintes práticas: rotação de culturas, manejo e fertilização do solo e sobretudo na manutenção de elevados níveis de húmus (matéria orgânica já decomposta e estabilizada) de modo a promover a estabilidade e saúde das plantas. Também como nas outras correntes agroecológicas, o solo é considerado um "organismo complexo", repleto de seres vivos (minhocas, bactérias, fungos, formigas, cupins, etc) e de substâncias minerais em constante interação e inter-dependência, o que significa que ao se manejar um aspecto (adubação, por exemplo), faz-se necessário considerar todos os outros (diversidade biológica, qualidade das águas subterrâneas, suscetibilidade à erosão, etc.) de forma conjunta. Este é o princípio da "visão sistêmica" da agricultura,também chamado "holismo".
Na busca de manter a estrutura e produtividade do solo e de se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências (agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras) para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo.
(fonte: website planeta orgânico)
AGROSSILVICULTURA
A agrossilvicultura como ciência desenvolveu-se a partir da década de 70, quando as principais hipóteses do papel das árvores sobre os solos tropicais foram desenvolvidas. Por promover uma interface entre agricultura e a floresta, a agrossilvicultura acaba por aproximar o ser humano deste ambiente que há séculos é visto como hostil e perigoso.
Suas bases fundamentam-se na silvicultura (estudo e exploração de florestas), agricultura, zootecnia, no manejo do solo e em outras disciplinas ligadas ao uso da terra. Seus objetivos mais amplos são: produção de alimento, de produtos florestais madeireiros e não madeireiros (móveis e medicamentos), produção de matéria orgânica, melhoria da paisagem, incremento da diversidade genética, conservação ambiental, formação de cercas-vivas, quebra-ventos e sombra para criação animal.
Um sistema agropecuário é visto como uma entidade organizada com o propósito de usar os recursos naturais para obter produtos e benefícios agrícolas. Estruturalmente, caracteriza-se por um desenho físico de cultivos e animais no espaço e tempo. A compreensão de que os componentes de um sistema interagem entre si e de que o sistema é dinâmico, torna mais fácil buscar soluções aos problemas de manejo, visando melhorar a produção e sustentabilidade.
A agrossilvicultura inclui tanto o conhecimento e uso de práticas agroflorestais quanto o desenvolvimento de sistemas agroflorestais - SAF's, que se diferem de um sistema agropecuário por ter um componente lenhoso e perene que ocupam papel fundamental na sua estrutura e função; e são usados deliberadamente na mesma unidade de manejo da terra com cultivares agrícolas e/ou animais em alguma forma de arranjo espacial e seqüência temporal (ICRAF - International Center for Research in Agrofoestry).
Um dos modelos considerados como ousado para os padrões, baseia-se em agrossistemas biodiversificados e ecologicamente auto-sustentados a partir de ecossistemas naturais locais. Neste modelo, o manejo visa no que se refere ao solo, ao estabelecimento de uma relação de cooperação entre o homem e este, segundo Gandara & Kageyama (1998), neste caso, a diversidade deve ser um dos produtos ao invés da produção econômica direta.
Sendo uma das primeiras pessoas a apresentar uma dissertação de mestrado sobre o assunto, a bióloga Denise B. Amador, MSc. em Ciências Florestais pela ESALQ/USP, insiste que pela aproximação em estrutura e diversidade dos ecossistemas naturais, os SAF's representam um grande potencial como estratégia metodológica para a recuperação de áreas degradadas, matas ciliares, bordas de fragmentos e implantação de corredores entre fragmentos, possibilitando o retorno econômico do investimento em projetos de recuperação florestal.
Continue lendo (Definições) e conheça um pouco mais sobre algumas das correntes agroecológicas:
Agriculturas alternativas
Mercado Orgânico
|